Projeto Violeta

Aprendendo em Seis: da literatura à realidade. Jovens, escola e sociedade.

O Projeto Violeta é para os alunos do Fundamental II até o último ano do Ensino Médio. Foi criado com o intuito de levar assuntos importantes para as salas de aula, além de tentar mostrar a importância de um ambiente escolar harmonioso, em que todos sintam que o colégio pode ser um lugar seguro onde podem se socializar sem medo e levar incríveis experiências, além de melhorar o rendimento acadêmico e principalmente, lutar contra o bullying.

Lembrando que os assuntos da palestra serão abordados de maneira leve, como um diálogo jovem em que os alunos consigam entender o que é dito.

O subtítulo da palestra se deve ao livro Aprendendo em Seis, da Marcela Campbell, publicado em 2014 pela editora Schoba, que possui uma temática adolescente, na qual é possível utilizar das características de seus personagens ou das situações vividas por eles para exemplificar algumas questões que serão abordadas. E também, por ser um livro de fácil entendimento e de fácil identificação (por parte do leitor), além de servir como um incentivo a leitura.

A palestra se inicia com bullying, explica-se as características da vítima, do agressor e dos espectadores. Então, se fala das consequências mais comuns, incluindo a automutilação e fala também sobre a prevenção do suicídio, que é a segunda causa de morte entre jovens do mundo. E é preciso quebrar esse tabu e medo de falar sobre tais acontecimentos, afinal, trata-se de vidas.

O segundo passo é discutir sobre julgamentos, mas de uma maneira normal e esperada, que serve como modo de organização da nossa mente. Então, muda-se para estereótipos, no qual se debate sobre como pode ser segregacionista e criar conflitos sérios.

Dialoga-se sobre a sexualidade e a pressão para ter um corpo perfeito, ser “sexy” e bonito, sobre a pressão em ser aceito por um grupo e como o ser humano é influenciável.

Depois se aborda temas como amizade e sua importância, a criação de vínculos, o relacionamento estudante, escola, família e sociedade, como isso é uma responsabilidade em conjunto. E então há uma explicação sobre a história da juventude e como temos um motivo para ser como somos e, por último, se conversa sobre sonhos e sobre a importância de ir à luta realiza-los. 

Para os alunos do fundamental II, é uma experiência ótima saber de todos esses assuntos desde cedo. Não se deve esconder, muito pelo contrário, deve-se conversar, para que eles se sintam a vontade de pedir ajuda e saibam como agir em determinadas situações. Para o Ensino Médio, além dos motivos explicados para os anos anteriores, é importante eles se darem conta e levarem essas palavras e experiências para o resto da vida. Pois, logo estarão nas universidades ou trabalhando e precisarão saber lidar com tais temas.

Além disso, o bullying não está somente nas escolas, está em casa e no trabalho. Nunca é tarde para que percebam isso.
Outra vantagem de visitar cada sala em particular, é que há uma maior proximidade entre a palestrante, outros integrantes do projeto e os alunos.

É ótimo mostrar a esses jovens que eles não estão sozinhos, que há um motivo para tudo e ensiná-los a importância do questionamento e que há uma história por trás de cada pessoa ou evento. É importante querer ensinar e mostrar a todos como se abre a mente para um mundo tão plural e ao mesmo tempo padronizado.

Mesmo acreditando que todos os alunos do Projeto Violeta são capazes e maduros para ouvir tais temas, respeitamos a conduta da escola e o cronograma pode estar sujeito à alteração, tanto de tempo, quanto a omissão ou introdução de conteúdos. O importante é querer ajudar e alertar.

A palestra dura em média 45 minutos. A organização do projeto prefere que a palestrante vá de sala em sala, pois, como são vários temas, ela pergunta em qual a turma prefere se aprofundar e depois os próprios alunos trocam as experiências e os aprendizados da conversa entre eles. Porém, se o colégio preferir que seja somente uma palestra para todos os alunos, nós podemos adaptá-la.
Outro ponto interessante é que também é preferível deixar a palestrante com os alunos e inspetores, os professores não são obrigados a assistirem a palestra. Isso deixa os alunos mais confiantes e abertos ao diálogo. No final da conversa, há um tempo para que os jovens conversem com a palestrante e tirem dúvidas. Também entregamos papéis, para que escrevam suas experiências com o projeto e nos conte sua história. Isso faz parte do movimento “Escreva sua voz!”, iniciado em nosso projeto. Em que as histórias anônimas autorizadas, inspiram, ajudam e acolhem outras histórias. O ideal é criar uma grande corrente de apoio com a arte.

O projeto visa uma interação com a escola, ou seja, depois das palestras, os organizadores procuram falar com o coordenador ou diretor, e se permitido, com os professores e inspetores, para passar o que foi visto, as principais queixas e principalmente ideias que possam ajudar ao colégio e obviamente aos alunos. Há um relatório que é entregue com essas observações e o projeto se oferece a voltar no próximo ano.

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