Uma amizade complementar.

Dia 20 de julho é uma data tão importante que é uma das principais bases da minha vida. Não é só algo pessoal, mas acredito que seja algo que rege todos os meus trabalhos, desde o curso da faculdade que escolhi, que estuda o ser humano e suas relações, e nós, como seres sociais não podemos viver isolados, como também é o pilar de Aprendendo em Seis, o pilar do Projeto Broto e do Projeto Violeta. A amizade é, sem dúvida, uma das relações mais importantes do ser humano.

E vou começar esse post de uma maneira bem especial, não vou falar da amizade de Sadie, Isabela, Lílian, Lucas, Arthur e Noah. Eles explicam isso em mais 400 páginas de uma maneira espetacular, mas posso fazer um link surpreendente deste post com os seis: a amizade verdadeira revira sua vida de cabeça para baixo ao mesmo tempo em que te ajuda a colocar tudo no lugar.

Neste post, quero contar uma segunda parte prática (a primeira estará nos “vídeos violeta” da próxima semana), minha experiência de amizade na faculdade, e, como tenho muitos amigos lá, focarei nas minhas três amigas incríveis com quem compartilho a experiência desse projeto.

Antes de tudo, é uma conexão. Sim, nossos assuntos vêm naturalmente e se mantem naturalmente, não há uma cobrança de se falar todos os dias, nas férias, é comum que a gente se separe por algum tempo; na faculdade é comum que a gente faça matérias separadas, mas, isso não influencia no sentimento de ligação que temos uma com a outra. É uma amizade madura, por incrível que pareça.

Você espera que o seu amigo te tire da merda de vez em quando, ou então, que diga “não” também, mas nosso grupo não faz isso. Todas as loucuras que já pensei em fazer, tanto na minha vida pessoal quanto na profissional, e quando digo loucuras são situações que me deixam bem inseguras, as minhas amigas apenas falaram “faça” ou, melhor ainda “vamos fazer quando?”. Nelas encontro um suporte, um apoio. Quando estou em dúvida sobre algo, eu as consulto, nós conversamos e o melhor é que no final, elas me deixam tomar a decisão. Elas não querem viver por mim, elas querem viver comigo. Esse nível de amizade é um nível maduro e raro e quando você encontra, sua cabeça explode.

“De alguma maneira nós nos encontramos ali, cuidávamos uns dos outros, nos fortalecíamos, quando um caía o outro estava lá para ajudar a se levantar. De alguma maneira eles me ajudaram a me levantar.” Lílian, Aprendendo em Seis
 

A gente se conheceu de uma maneira muito engraçada, era o primeiro período da faculdade e nos haviam colocado em uma sala errada e ficamos metade da aula procurando a correta. Lembro-me de que Vitória e Thainá estavam procurando de fato a sala e eu estava: “Aonde está meu celular?” e as meninas ficaram preocupadas por eu ter perdido o aparelho, mas, o mais engraçado era que eu sempre dizia: “Eu preciso achar a minha capinha, eu não posso perder minha capinha”, que era a capa da escritora Sophie Kinsella, minha escritora favorita. Eu nunca havia usado e quando usei pela primeira vez, perdi o celular. Hahaha. Elas não só me ajudaram a achar o celular e a capinha como me ajudaram a achar a sala, e não me pergunte como daí surgiu uma amizade tão forte, apenas surgiu e eu agradeço a Deus todos os dias por isso.

Gostaria de fazer uma homenagem individual para cada uma, mas, não quero escrever uma monografia e sim um post, então, obrigada Tah, por tudo, obrigada por sempre me ajudar a pensar em ideias e soluções, obrigada Vi, por tudo, principalmente por ver sempre o ponto positivo e por ter um pouco mais de cautela nas minhas ansiedades, obrigada Digs, por tudo, por todo apoio e por essa amizade tão maravilhosa e reciproca que vai muito além das caronas.


Obrigada, meninas, por agregarem valor!


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