Filmes em combate ao bullying!

Dia 20 de outubro é comemorado o dia mundial de combate ao bullying, uma forma de demonstrar o seu apoio a causa, é usando a cor roxa, pode ser desde uma unha pintada, até uma blusa, uma mochila ou um acessório.

O post de hoje vai ser diferente, com o pensamento de que é importante ter uma rede sólida de apoio para enfrentar o bullying, pensamos em criar uma matéria sobre alguns filmes que nos passam essa impressão da rede de apoio, além de mensagens importantes sobre amizade e superação.

Todos os filmes indicados, se clicar no nome, aparecerá o trailer em uma nova janela.

  • ·        Filmes de animação: Seria mais que óbvio se eu falasse de Toy Story e o Rei Leão, o que eu mais adoro nesse gênero é que seus filmes normalmente passam essa mensagem de amizade companheirismo. Porém,  a dica do projeto hoje está nos filmes O corcunda de Notre Dame, Universidade Monstro e Irmão Urso. O primeiro exemplifica perfeitamente como alguém pode ser isolado e calado facilmente, porém, o fato de ser visto muda completamente o rumo da história. Além do filme mostrar fatos sociais importantes, como opressão, preconceito, entre outros. 
Já Universidade Monstros nos ensina como uma amizade é formada quando temos interesses em comum. Mesmo as pessoas que achamos que não tem nada a ver conosco, mesmo àqueles que queremos distancia, pode sim, ter desejos em comum, se complementarem e se tornarem amigos.

Enquanto Irmão Urso, é um filme lindo que mostra a importância do cuidado, do carinho, do amor, da compaixão.


  • ·        Musical: Escolhi a Escolha Perfeita, que mostra que as amizades podem surgir de onde você menos espera, que a amizade também é feita de momentos incríveis, não só dos perrengues, que amigo é com quem você divide os momentos e quer ficar junto. Também tem Caminhos da Floresta, que nos ensina o poder da rede de apoio em momentos difíceis, como nossos caminhos são intercalados e podemos nos apoiar e ajudar sempre. E que como várias cabeças podem pensar melhor que uma. 

  • ·        Ação: Osvingadores, que nós temos um amor por filmes Marvel e pelos Vingadores, todo mundo já sabe, porém, esse filme mostra que “pessoas são diferentes, mas quando precisam, eles se unem e fazem o que tiver que ser feito”. Você pode não ter nenhum relacionamento com alguém da sua turma, mas se ver que ele está sofrendo bullying, vá e faça o que tiver que fazer: demonstre seu apoio e seu carinho. Ele estará precisando. 
Guardiões da Galáxia: Esse filme é top! Ele está na mesma vibe que os vingadores, mas é ainda mais focado na amizade, na superação, no objetivo em comum e no que é certo.


  • ·        Comédia: Osestagiários, esse filme fala sobre apoio, como este pequeno fator pode fazer toda a diferença, além disso, assim como os filmes citados na categoria ação, fala de trabalho em grupo, e como isso pode ser enriquecedor para todos.


Zumbilândia: Uma citação diz mais que qualquer explicação: “Sem outras pessoas, bem, você sempre pode ser um zumbi”

  • ·        Drama: Esse coloquei dramas familiares. A família pode ser um ótimo meio de enfrentar as questões e pedir ajuda, um exemplo disso é Pequena Miss Sunshine, esse filme mostra como toda uma família se envolve para ver a caçula feliz em um concurso de pequena miss (além de fazer uma crítica a esses programas e aos padrões de beleza), mostra que como em uma viagem, como em vários perrengues, eles foram prestando atenção nos conflitos dos outros, foi vendo cada membro e se fortalecendo. 
Se enlouquecer não se apaixone, este filme mostra como é importante quebrarmos as expectativas que as vezes os pais colocam para que possamos ser verdadeiro com nós mesmos, como escolher uma profissão, etc. E além disso, o filme também nos ensina como uma amizade pode ser construída em ambientes inesperados, basta se estar aberto.



Ponte para Terabítia é lindo, mas é de chorar litros, mostra sobre amizade, principalmente. O documentário Bullying é incrível, se passa nos EUA e é muito tocante, o filme Cyberbully nos mostra uma visão de bullying pela internet, e como as palavras podem machucar e curar.



E então, quais filmes vocês nos indicaria?! Já viram alguns desses?! O que acharam?!

Queremos te ouvir!

Usem roxo!

O lado lindo do esforço.

Quem me conhece sabe da minha incapacidade de ficar parada. Há duas semanas, mais ou menos, torci o pé e o médico me disse: “Marcela, você precisa ficar de repouso”. Eu apenas o encarei, sorri, e uma semana depois estava na Bienal do Livro andando de um lado para o outro, sem parar, divulgando Aprendendo em Seis.

Antes de tudo, sigam as orientações de seus médicos, eles sabem o que dizem e agora entendo perfeitamente bem isso. No entanto, focaremos aqui no tema de hoje: “realizações de sonhos”.
Vivemos em um mundo tão imediatista, querendo tudo para ontem, que às vezes esquecemos e depreciamos uma virtude: o esforço. Vivemos tanto em uma sociedade carpe diem, em que temos que ser felizes agora, temos que ter resultado agora, que esquecemos completamente que nem tudo acontece no agora. O resultado disso?! Uma baixa tolerância a frustração.

E foi nessa semana que me dei conta disso. Graças a Deus, a Bienal para mim foi um sucesso! Conheci pessoas maravilhosas, revi pessoas maravilhosas e claro, divulguei Aprendendo em Seis. Porém, foi nessa semana, com o pé latejando e a bota ficando cada vez mais apertada com o inchaço, que percebi o quanto o esforço é bom e desvalorizado.

Cada vez que dou um passo e sinto o pé doer, penso que foi por uma boa causa, me lembro da semana e sorrio. Sorrio porque o meu esforço valeu a pena. Digo isso porque muita gente esperava que ficasse sentada e que as pessoas viessem até mim, isso nunca ia acontecer. Não por enquanto! Hahaha. Não sou famosa, ninguém me conhece, eu precisava correr atrás das pessoas. E foi exatamente isso que fiz.

E claro que nada disso aconteceu só comigo. Na semana da bienal, também percebi como sou cercada por pessoas maravilhosas. Começando com minha família, que pacientemente me esperou lá na feira o dia inteiro e me apoiavam, depois, pelas minhas amigas. Essa amizade, para mim, é uma fonte de orgulho. Porque elas acreditam em Aprendendo em Seis, acreditam em mim, acreditam no Projeto e toda vez que peço ajuda é muito melhor dizer que somos quatro cabeças pensantes do que uma. Além disso, elas passaram o dia inteiro ao meu lado, mostrando o livro para as pessoas e divulgando. Se eu tive sucesso na bienal, não foi somente por mim, foi principalmente pelas pessoas que me acompanharam. Por isso, todas as noites, agradeço a Deus por ter me dado tantas pessoas queridas e especiais. Obrigada pelo esforço de vocês!

Voltando ao assunto, é nesse mundo imediatista que percebemos como o esforço é importante e principalmente “doloroso”, doloroso porque muitas vezes não é divertido, semana passada, cada vez que voltava para casa me perguntava se o que fazia era loucura, já que meu pé latejava de dor. Por exemplo, no vestibular, passamos praticamente um ano inteiro nos preparando para uma prova, e cada vez que precisamos ir ao colégio no final de semana, ou que precisamos fazer um simulado, percebemos como esse esforço pode ser chato, quando estamos em um emprego que não gostamos, mas precisamos do salário momentaneamente, percebemos como o esforço pode ser irritante, quando estamos no colégio, naquela aula chata que não gostamos, percebemos como o esforço pode ser entediante, e quando tentamos estudar para aquela prova e achamos que não entendemos a matéria, percebemos como pode ser frustrante.

Mas está aí a questão: a vida precisa ser chata em algum momento. Não temos que ser felizes e sentir prazer a cada segundo, essa ideia que a sociedade produz é uma mentira, uma ilusão. Como dito no filme Divertida Mente, a gente precisa se frustrar, a gente precisa ficar triste, a gente precisa ter esses sentimentos vistos como “negativos” para então entender os “positivos”, para dar valor, para realizar sonhos.

Mas, felizmente, chega um momento em que começamos a valorizar o esforço, acho que o meu momento foi quando publiquei Aprendendo em Seis e depois comecei os projetos. Alguns percebem isso na época do vestibular. Outros quando conseguem guardar dinheiro para comprar aquilo que tanto queriam. De todas as formas, aprendemos que o esforço é uma das melhores qualidades que podemos ter, pelo simples fato de que quando você está na bienal, quando passa no vestibular, quando o final de semana chega, quando entende a matéria, quando recebe o reconhecimento depois de tanto trabalho, você percebe que todo o esforço valeu a pena. E que, às vezes, é melhor que seja chato.

Além disso, criamos memórias bem engraçadas, como eu e minhas amigas iguais a sardinhas enlatadas no banco de trás do carro na volta da Bienal, da gente no restaurante no final do dia e meus pais tirando fotos, das histórias comédias que vivemos. O esforço fez parte de nossa história.


E você?! Qual foi o seu momento de glória?! 

Uma amizade complementar.

Dia 20 de julho é uma data tão importante que é uma das principais bases da minha vida. Não é só algo pessoal, mas acredito que seja algo que rege todos os meus trabalhos, desde o curso da faculdade que escolhi, que estuda o ser humano e suas relações, e nós, como seres sociais não podemos viver isolados, como também é o pilar de Aprendendo em Seis, o pilar do Projeto Broto e do Projeto Violeta. A amizade é, sem dúvida, uma das relações mais importantes do ser humano.

E vou começar esse post de uma maneira bem especial, não vou falar da amizade de Sadie, Isabela, Lílian, Lucas, Arthur e Noah. Eles explicam isso em mais 400 páginas de uma maneira espetacular, mas posso fazer um link surpreendente deste post com os seis: a amizade verdadeira revira sua vida de cabeça para baixo ao mesmo tempo em que te ajuda a colocar tudo no lugar.

Neste post, quero contar uma segunda parte prática (a primeira estará nos “vídeos violeta” da próxima semana), minha experiência de amizade na faculdade, e, como tenho muitos amigos lá, focarei nas minhas três amigas incríveis com quem compartilho a experiência desse projeto.

Antes de tudo, é uma conexão. Sim, nossos assuntos vêm naturalmente e se mantem naturalmente, não há uma cobrança de se falar todos os dias, nas férias, é comum que a gente se separe por algum tempo; na faculdade é comum que a gente faça matérias separadas, mas, isso não influencia no sentimento de ligação que temos uma com a outra. É uma amizade madura, por incrível que pareça.

Você espera que o seu amigo te tire da merda de vez em quando, ou então, que diga “não” também, mas nosso grupo não faz isso. Todas as loucuras que já pensei em fazer, tanto na minha vida pessoal quanto na profissional, e quando digo loucuras são situações que me deixam bem inseguras, as minhas amigas apenas falaram “faça” ou, melhor ainda “vamos fazer quando?”. Nelas encontro um suporte, um apoio. Quando estou em dúvida sobre algo, eu as consulto, nós conversamos e o melhor é que no final, elas me deixam tomar a decisão. Elas não querem viver por mim, elas querem viver comigo. Esse nível de amizade é um nível maduro e raro e quando você encontra, sua cabeça explode.

“De alguma maneira nós nos encontramos ali, cuidávamos uns dos outros, nos fortalecíamos, quando um caía o outro estava lá para ajudar a se levantar. De alguma maneira eles me ajudaram a me levantar.” Lílian, Aprendendo em Seis
 

A gente se conheceu de uma maneira muito engraçada, era o primeiro período da faculdade e nos haviam colocado em uma sala errada e ficamos metade da aula procurando a correta. Lembro-me de que Vitória e Thainá estavam procurando de fato a sala e eu estava: “Aonde está meu celular?” e as meninas ficaram preocupadas por eu ter perdido o aparelho, mas, o mais engraçado era que eu sempre dizia: “Eu preciso achar a minha capinha, eu não posso perder minha capinha”, que era a capa da escritora Sophie Kinsella, minha escritora favorita. Eu nunca havia usado e quando usei pela primeira vez, perdi o celular. Hahaha. Elas não só me ajudaram a achar o celular e a capinha como me ajudaram a achar a sala, e não me pergunte como daí surgiu uma amizade tão forte, apenas surgiu e eu agradeço a Deus todos os dias por isso.

Gostaria de fazer uma homenagem individual para cada uma, mas, não quero escrever uma monografia e sim um post, então, obrigada Tah, por tudo, obrigada por sempre me ajudar a pensar em ideias e soluções, obrigada Vi, por tudo, principalmente por ver sempre o ponto positivo e por ter um pouco mais de cautela nas minhas ansiedades, obrigada Digs, por tudo, por todo apoio e por essa amizade tão maravilhosa e reciproca que vai muito além das caronas.


Obrigada, meninas, por agregarem valor!


"O suicídio e ponto e vírgula"

Um dos maiores tabus e obstáculos que encontro sempre que vou falar do projeto é a questão do suicídio. Normalmente, quando quero falar de algo que vai além do bullying, “sou muito nova”, “não tenho formação completa”, “os alunos são muito novos”, “eu não sou especialista” e que “tenho uma carinha de bebê”. A impressão que tenho é que sempre vai haver uma desculpa para que assuntos como suicídio, automutilação, pressão com o corpo, gênero, entre outros, possam ser discutidos com os jovens.

E a outra impressão que tenho é que se sou muito nova e tenho carinha de bebê para falar de vários assuntos, me pergunto: porque me deixam falar sobre bullying?! Seria como se o bullying não tivesse tanta importância na vida das pessoas. Algo para se refletir, quem sabe em um próximo post.

Normalmente, na reunião com o responsável do colégio, entrego um roteiro em tópicos sobre os assuntos abordados e há um, em especial, chamado: “prevenção de suicídio”, esse, normalmente é descartado na hora. As pessoas não me dão nem a oportunidade de explicar que a maneira como abordo o tema é leve, através da literatura, através de fontes confiáveis como CVV. É uma questão de prevenção e não questão de incentivar. Está na hora de se quebrar esse tabu de que não devemos falar sobre o suicídio, pois ele existe e está crescendo cada vez mais em nosso país.

O Brasil ficou em 8º lugar na lista de países em que mais se comentem suicídio, 26 brasileiros por dia morrem tirando sua própria vida, em jovens, a taxa cresceu 30%. Estou dando números, fatos, que vocês podem encontrar no próprio site do Centro de Valorização à Vida, no ranking da Organização Mundial da Saúde. Nada disso está sendo tirado da minha cabeça. O suicídio existe, é uma questão de saúde pública e é jogado para do tapete todos os dias.

Há uma grande diferença entre políticas de prevenção e incitar o suicídio. Para prevenir, é necessário falar, e quando dizemos falar, queremos dizer ir aos lugares e mostrar que existe outras possibilidades, que é preciso e necessário pedir ajuda, é mostrar os lugares onde possam encontrar atendimento adequado, é mostrar que existem profissionais que irão ajudá-lo. É mostrar que a pessoa pode sair da situação em que se encontra sem precisar tirar a própria vida. É trabalhar não só a essa pessoa, mas as que estão ao seu lado também. É quebrar mitos sobre o assunto, é falar sobre identificação, é modificar o olhar das pessoas. E isso só se consegue conversando, explicando, mostrando, falando.

Concordamos que os suicídios não precisam notificados, mas toda vez que pretendo conversar sobre o tema, que é tão tabu, mas tão tabu que as pessoas afirmam que “não se pode falar para não estimular”.

Nós não queremos que saia no jornal cada vez que um cidadão se suicida. Nós queremos falar sobre como evitar que isso aconteça, como salvar uma vida, uma não, várias, porque são 26 por dia. Como salvar uma família, como salvar amigos, como salvar também as pessoas que ficam e sofrem por quem perderam. 

É curioso como não se pode falar sobre assuntos, como o primeiro argumento para nos impedir de falar é este de “não estimular”. Porém, e todas as vezes que a mídia notifica uma morte causada por ódio?! E todas as vezes que a mídia notifica várias e várias vezes o mesmo crime de diferentes maneiras?! Quando passam nas novelas crimes bárbaros, de ódio?! Por que se pode incitar o ódio e não se pode falar sobre a prevenção do suicídio?!

Essa matéria surgiu quando li uma matéria sobre as tatuagens ponto e vírgula e seu maravilhoso significado, assim como o Projeto Borboleta (mais voltado para automutilação), é uma tatuagem que é um símbolo para o suporte contra depressão, tendências suicidas, automutilação, e principalmente, é uma tatuagem contra o tabu enfrentado várias vezes pelas doenças mentais. Tabus que enfrentamos todos os dias, e que, quando estamos nessa luta, aprendemos que vai além de um ponto final, e sim, é um ponto e vírgula.

Acredito que a nossa luta para levar essas questões adiante, para um país em que se valorize mais a vida humana, é como o Projeto Semicolon, que para cada ponto que a gente recebe, a gente coloca uma vírgula embaixo e continua lutando. Porque a nossa vida e a nossa qualidade de vida, vale muito! É um ponto e vírgula. 


É necessário colorir a vida!

Hoje não vamos falar de coisas tristes, pesadas. Vamos falar de amor! Nesses dias muitas pessoas atualizaram as fotos em seu facebook ou celebraram de outra forma a legalização do casamento gay em todos os Estados Unidos.

Nós sabemos que aqui no Brasil isso já é possível desde 2013, e sim, é algo maravilhoso, que nos enche de orgulho e que foi comemorado na época e agora continuamos nossa luta contra a homofobia, lidamos com outros pontos da causa.

Muitas pessoas questionaram e reclamaram por conta da mudança da foto e das comemorações, e eu só posso dizer uma coisa a todos que foram recriminadas por mudarem a foto: Continuem comemorando! Não importa se foi no Brasil, nos EUA, na Holanda, no México, na Guatemala, em Zimbábue, uma notícia como essa deve ser comemorada sempre! Sempre é necessário celebrar uma conquista de amor e de igualde. Por que não celebrar o amor?! Por que não colorir a vida?!

Muita gente comentou ser “modinha”. Convenhamos, mesmo que seja modinha. Não é uma moda que vale a pena?! Não é uma moda maravilhosa e incrível?! Quando comemoramos isso, não estamos dizendo que não há nada mais a ser feito, porque sim, ainda há muitas questões para serem resolvidas dentro da própria questão.

E o que o Projeto tem a ver com isso?! Temos tudo a ver com isso! O dia mundial de combate ao bullying, foi criado justamente para combater o bullying homofóbico nas escolas, porém, a proporção cresceu e agora virou um dia por todos que lutam contra o bullying.

Quando me questionaram como que o casamento gay legalizado nos EUA me afetava, respondi que me afeta e muito! Por quando você luta por algo, isso transcende, passa a ser maior que você. É algo global, você não quer só um país melhor, você quer um mundo melhor. E é tão pesado reclamar o tempo inteiro, é tão pesado conviver só com notícias ruins! Uma notícia incrível como essa, em que um país super influente, tomou este movimento pela causa LGBT, que é um passo muito grande, ainda há muitos que percorrer, mas foi um passo enorme, uma conquista de um direito, uma conquista! É preciso celebrar, é preciso ser empático. E sim, gente, não há nada de ruim em colorir a vida.

Para quem reclamou sobre a fome no mundo. Uma luta não anula a outra. Uma conquista, não anula uma batalha. Como já disse, ainda há muito o que se fazer pelo movimento de direitos LGBT. E se me questionarem, sim, ainda há muito que ser feito pela fome no mundo, e nós vamos lutar por isso. Na verdade, as pessoas que me perguntavam isso, eu tinha vontade de responder: “você já ajudou uma ONG essa semana?” “Já doou comida?” “Não desperdiçou comida?”.

O engraçado é que as pessoas que eu sei que ajudam no combate à fome, todas ficaram muitíssimo felizes e comemoram junto comigo.

A gente pode mudar o país e mudar o mundo. Aquele ditado: “não precisa ser mulher, para lutar pelo feminismo. Não precisa ser gay, para lutar contra a homofobia. Não preciso ser negro, para lutar contra o racismo. Não preciso ser trans, para lutar contra a transfobia”, se aplica para várias outras situações: “não preciso passar fome, para lutar contra a fome. Não preciso ser sem teto, para lutar pelo direito à moradia. Não preciso estar na miséria, para lutar por uma vida digna. Não preciso estar doente, para lutar por conhecimentos que salvem vidas. Não preciso sofrer bullying, para lutar contra o bullying. Não preciso ser criança e adolescente, para lutar pelos direitos das crianças e dos adolescentes. Não preciso ser idosa, para lutar contra a violência e abandono dos idosos. Não preciso ser um “animal”, para lutar contra os maus tratos aos animais. Não preciso não ter estudado, para lutar pelos direitos de educação a todos e de qualidade. Não preciso ser uma minoria, para lutar pelos direitos das minorias.

Basta ser humanos. Basta colorir a vida. Basta amar.

Amor e respeito, contagie o mundo!

E sim, vou continuar colorida como um arco-íris, para poder misturar todas as cores, encher minha vida de cor e assim continuar lutando sempre!